Depoimentos

O Joomla mudou minha vida

independencia

Em 2007, eu era apenas front end e fazia sites como freelancer. Tinha dificuldades de encontrar parceiros desenvolvedores para melhorar a entrega para meus clientes.

Em um estágio, eu conheci o Joomla, ainda em sua primeira versão, e ao descobrir suas capacidades fui enxergando um grande potencial na ferramenta. Me especializei nela e criei um curso em Recife, fiz a primeira palestra, workshop, fui evangelizando e crescendo o Joomla na cidade.

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Pensou em mim tomando banho. Oi?

 

Apesar de não ser minha área de formação, trabalho com TI há 6 anos. Comecei com um blog pessoal e, no mesmo ano, me vi responsável por desenvolver uma solução na intranet para um processo que eu conduzia na empresa em que trabalho. A partir de então, não parei mais de estruturar e desenvolver soluções e capacitar usuários para que façam o mesmo, sempre em software livre - também Joomla!, nos últimos anos.

Ter sido nomeada Analista de TI na Diretoria de Tecnologia da empresa, 3 anos depois, foi um grande reconhecimento a esse trabalho que realizei com enorme dedicação, tendo que superar inúmeros desafios, desenvolver novas competências e buscar novos conhecimentos. Mas até hoje ouço insinuações de que isso só aconteceu por causa da minha aparência física. Ou seja, toda a minha dedicação e realizações são diminuídas a "um belo par de pernas". O resultado é que sinto que preciso me esforçar mais do que se eu fosse homem, porque já começo tendo de provar que isso não é verdadeiro, que de fato alcancei meu posto pelos meus resultados e não pela aparência.

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Um hijab e uma paixão

atitude

Acredito que possa até existir algum tipo de pré-conceito de alguns profissionais homens da área de TI, com relação as mulheres que atuam ativamente em áreas de tecnologia. Felizmente não sinto os efeitos desses eventuais pré-conceitos, pois acredito que adote uma postura adequada no trato corporativo, como também procuro ser polida nos assuntos técnicos operacionais, seja com homens ou mulheres.

De maneira geral sei também o quanto as mulheres são cobradas dentro de suas competências seja em qual área for, mas penso que isso só nos faz crescer profissionalmente.

Em resumo, sou sincera em dizer que ao menos os homens de TI que mantenho contato, tratam-me muito bem e acreditem, já aprendi a gostar até mesmo das piadas deles.

Fui palestrante no JDaySP 2014. Foi muito bacana, pois sempre é uma troca muito gratificante, encontramos colegas que estão no dia-a-dia enfrentando as mesmas dificuldades e superando os mesmos desafios. Acho realmente que o fato de ser mulher não me prejudicou na atenção depositada pelos participantes, mas talvez exista um detalhe importante... Como sou muçulmana, uso o hijab, ou seja, uso o tradicional lenço islâmico que cobre os cabelos das mulheres adultas, não sei, mas me parece causar um efeito diferenciado no trato interpessoal, principalmente com homens.

Sei que muitos no evento não esperavam que uma muçulmana fosse passar algo de real importância, principalmente sobre um tema como SEO, Otimização de Sites em Joomla, além de atualizações sobre o Google e sua metodologia de indexação de url’s. O fato é o próprio volume de perguntas e o grau de envolvimento de todos, me traduziu que o aspecto de ser mulher, muçulmana, ou qualquer outro rótulo, foi ultrapassado pelo prazer da troca de experiências e informações, e sei que foi bilateralmente proveitoso.

Caso no futuro exista nova oportunidade, irei com muita satisfação.   

Vida de Joomleira, vida de "mulher brava"

dig a tech girl
 
Muitos dos que conhecem uma joomleira pensam: "que legal! Mulher num ambiente masculino!". Infelizmente, não é tão legal assim... Por muitas experiências pessoais em ambientes de trabalho diversos, lidar com homens "no território deles" é um desafio, principalmente porque, apesar de muitos já terem aberto suas mentes e verem de forma positiva mulheres "competindo" com eles no mesmo espaço, criando e colaborando em projetos e linhas de código, ainda são muitos os machistas e "galantes", que não perdem a velha oportunidade de ou "passar uma bela cantada na gata", ou desdenhar de seu conhecimento e capacidade técnicas (tenha ela os diplomas e especialidades que tiver).
 
Dia desses, vi no jornal a notícia de que uma mulher de destaque e poder político tinha sido cantada durante uma reunião entre acionista de uma empresa. Chocado? Pois é, no mínimo uma tremenda falta de respeito com os colegas e principalmente, com ela que ali, deveria ser vista como mais um acionista na sala.

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Como saber se você está num relacionamento abusivo?

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